Oi. Tudo bem?
Aconteceu muita coisa. Larguei o meu trabalho. Fui demitido, mas foi bom. Não gostava mais de lá, e já procurava outros lugares pra trabalhar. Acabaram fazendo o que eu desejava, e ainda pagaram as indenizações. Agora vou trabalhar em um lugar mais sério, com regras mais rígidas com horário e apresentação pessoal. Me ofereceram pagar mais do que onde eu estava. Estou feliz com a mudança, mas com medo ainda de não atender as expectativas.
Estou me mudando. O contrato do meu aluguel venceu, e a proprietária aumentou muito o valor, mais do que o dobro. Achei melhor devolver o apartamento e me mudar pra mais perto de onde vou trabalhar agora.
Conheci uma moça. Ela tem minha idade, é muito inteligente, engraçada, divertida. Mexeu muito comigo. Acho que vamos nos dar muito bem mesmo que só como amigos. No fundo torço por isso. Me vejo como alguém viciado em emoções fortes, que perde o controle delas quando elas ocorrem e deseja cada vez mais, sejam emoções boas ou ruins. O resto de pensamentos bestas simplesmente estão sem forças no momento.
Um ciclo da minha vida terminou e estou começando outro aos tropeços ainda. Estou feliz que meu passado esteja mais distante hoje. O eu antigo parece morto.
(mais um) Diário de (mais) um bipolar
Eu acredito que meu problema não é um problema.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Backwards
Se ela não corresponder ao meu encanto, facilitiaria. Sequer desejo elaborar meu fascínio por ela. Não há ânimo para o repetitivo.
Quero continuar dormindo bem, vivendo bem, e em paz comigo.
Só quero manter minha paz de espírito, mesmo que artificialmente.
Vou encarar como treino perigoso. Vou iniciar uma briga, mesmo que venha a perder.
Vou declarar meu fascínio. E vou perder. Sem me esforçar.
Quero continuar dormindo bem, vivendo bem, e em paz comigo.
Só quero manter minha paz de espírito, mesmo que artificialmente.
Vou encarar como treino perigoso. Vou iniciar uma briga, mesmo que venha a perder.
Vou declarar meu fascínio. E vou perder. Sem me esforçar.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
domingo, 25 de dezembro de 2011
Pull the needle
Meu interesse por escrever diminuiu muito. A vontade é mais de deixar registrado pensamentos do que necessariamente expressar-me, botar pra fora. Se for pra falar de alguma coisa, gostaria que fosse útil a alguém que foi rotulado de bipolar. Pra isso eu teria que lembrar feridas antigas, e não ando muito afim disso.
Ontem fui a praia pelo segundo fim de semana seguido. Já tinha me esquecido de como o mar me faz bem. Notei que desacostumei a ver tantas mulheres de bikini. Me sentia um velho babão. Vi com muita clareza como é duvidosa essa vontade de querer tantas mulheres. Cheguei em um ponto que não saberia o nome de algumas se esbarrasse com elas na rua, outras sequer reconheceria. Ao sair do mar,
supondo que eu notasse muitos olhares, supondo que esses olhares viessem de mulheres lindíssimas, minha lamentação seria ter que escolher.
Alguns blogs eróticos talvez tenham ajudado nisso, como se pode ver no meu tumblr (para maiores de idade), que me fizeram sentir-me puritano. Sexo era algo que já estava se tornando burocrático pra mim. Esses blogs me ajudaram a lembrar de sexo sujo, pervertido, foda, trepada.
Independente de como seria a foda, o que tenho aprendido é que não quero fazer "investimentos emocionais". Não foi algo que funcionou bem pra mim sequer dentro de casa, imagina com quem vou conhecendo pela vida. Quero viver os momentos da melhor maneira possível, e não exigir nem dar satisfações a ninguém.
Ao mesmo tempo, estou aprendendo a dar mais importância a qualidade de pessoas que me rodeiam. Foi uma atitude que resisti muito em dar uma chance. Mas minhas experiências tem mostrado sentido. Para algumas pessoas, o copo está sempre meio vazio, e fazem questão de mostrar-lhe o tempo todo isso. Sem ingenuidades, rodear-me de pessoas boas tem feito toda a diferença.
Além disso tenho tentado me ver como um viciado em emoções fortes (Emociólatra? Emotolatra? Emólatra não vale), e assim como o alcólatra precisa evitar sair com quem bebe ou vai a lugares onde isso seja possível, tenho evitado quem possa causar emoções mais potentes de qualquer natureza, mesmo que positiva (é como aquele cara que fica ótima companhia, engraçado e divertido quando bebe). Eu confundia o equilíbrio com compensações de emoções. Se tenho emoções negativas extremas, deveria compensar com outras antagônicas. Se seria capaz de odiar agressivamente alguém, também seria de amar de joelhos. Não funcionou. O ideal tem sido baixar o tom.
Vejo alguém lindíssima no trabalho ou vizinhança, e se a proximidade for inevitável, escolho entre o distanciamento ou sublimação através de amizade fraterna. Viramos irmãozinhos. Se isso é consciente ou por bloqueio, ainda não sei dizer. Mas, novamente, paixões por alguém é como ficar bêbado. A sensação é ótima, e até sinto falta as vezes. Mas prefiro evitar.
Me disseram uma vez que apaixonar-se é querer as virtudes do outro. Quando noto-me apaixonado, tento meditar sobre isso e ver se não é melhor desenvolver tais virtudes em mim. Talvez seja por isso que eu tenha quedas inevitáveis por bailarinas. Não danço. Não sinto o ímpeto. Mas acho belíssimo. Viro um idiota com bailarina(s).
Outra lição que quero continuar trazendo comigo é como o dinheiro (e não precisa ser muito, só o suficiente pra pagar minhas poucas contas) me dá o direito de não dar satisfação a ninguém. Faze o que queres, dentro da lei.
Tudo, tudo isso eu comparo com o passado. O tempo todo. Mas não tenho mais força pra ficar falando nele. Já passou. Deixa lá atrás. Imagino que poderia ajudar, ser esclarecedor pra quem passa por dúvidas e é "diagnosticado" bipolar, mas não dá. Foi mal.
O ano foi bom. Se o ano seguinte for tão bom quanto, fora essa droga de bolha imobiliária, estou no lucro.
Acho que é isso.
Ontem fui a praia pelo segundo fim de semana seguido. Já tinha me esquecido de como o mar me faz bem. Notei que desacostumei a ver tantas mulheres de bikini. Me sentia um velho babão. Vi com muita clareza como é duvidosa essa vontade de querer tantas mulheres. Cheguei em um ponto que não saberia o nome de algumas se esbarrasse com elas na rua, outras sequer reconheceria. Ao sair do mar,
supondo que eu notasse muitos olhares, supondo que esses olhares viessem de mulheres lindíssimas, minha lamentação seria ter que escolher.
Alguns blogs eróticos talvez tenham ajudado nisso, como se pode ver no meu tumblr (para maiores de idade), que me fizeram sentir-me puritano. Sexo era algo que já estava se tornando burocrático pra mim. Esses blogs me ajudaram a lembrar de sexo sujo, pervertido, foda, trepada.
Independente de como seria a foda, o que tenho aprendido é que não quero fazer "investimentos emocionais". Não foi algo que funcionou bem pra mim sequer dentro de casa, imagina com quem vou conhecendo pela vida. Quero viver os momentos da melhor maneira possível, e não exigir nem dar satisfações a ninguém.
Ao mesmo tempo, estou aprendendo a dar mais importância a qualidade de pessoas que me rodeiam. Foi uma atitude que resisti muito em dar uma chance. Mas minhas experiências tem mostrado sentido. Para algumas pessoas, o copo está sempre meio vazio, e fazem questão de mostrar-lhe o tempo todo isso. Sem ingenuidades, rodear-me de pessoas boas tem feito toda a diferença.
Além disso tenho tentado me ver como um viciado em emoções fortes (Emociólatra? Emotolatra? Emólatra não vale), e assim como o alcólatra precisa evitar sair com quem bebe ou vai a lugares onde isso seja possível, tenho evitado quem possa causar emoções mais potentes de qualquer natureza, mesmo que positiva (é como aquele cara que fica ótima companhia, engraçado e divertido quando bebe). Eu confundia o equilíbrio com compensações de emoções. Se tenho emoções negativas extremas, deveria compensar com outras antagônicas. Se seria capaz de odiar agressivamente alguém, também seria de amar de joelhos. Não funcionou. O ideal tem sido baixar o tom.
Vejo alguém lindíssima no trabalho ou vizinhança, e se a proximidade for inevitável, escolho entre o distanciamento ou sublimação através de amizade fraterna. Viramos irmãozinhos. Se isso é consciente ou por bloqueio, ainda não sei dizer. Mas, novamente, paixões por alguém é como ficar bêbado. A sensação é ótima, e até sinto falta as vezes. Mas prefiro evitar.
Me disseram uma vez que apaixonar-se é querer as virtudes do outro. Quando noto-me apaixonado, tento meditar sobre isso e ver se não é melhor desenvolver tais virtudes em mim. Talvez seja por isso que eu tenha quedas inevitáveis por bailarinas. Não danço. Não sinto o ímpeto. Mas acho belíssimo. Viro um idiota com bailarina(s).
Outra lição que quero continuar trazendo comigo é como o dinheiro (e não precisa ser muito, só o suficiente pra pagar minhas poucas contas) me dá o direito de não dar satisfação a ninguém. Faze o que queres, dentro da lei.
Tudo, tudo isso eu comparo com o passado. O tempo todo. Mas não tenho mais força pra ficar falando nele. Já passou. Deixa lá atrás. Imagino que poderia ajudar, ser esclarecedor pra quem passa por dúvidas e é "diagnosticado" bipolar, mas não dá. Foi mal.
O ano foi bom. Se o ano seguinte for tão bom quanto, fora essa droga de bolha imobiliária, estou no lucro.
Acho que é isso.
sábado, 17 de dezembro de 2011
"I wasn’t in love with her. And she didn’t love me. For me the question of love was irrelevant. What I sought was the sense of being tossed about by some raging, savage force, in the midst of which lay something absolutely crucial. I had no idea what that was. But I wanted to thrust my hand right inside her body and touch it, whatever it was."
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Art
Realização profissional é fácil de calcular. Eu escolho a melhor maneira de pagar casa, comida, roupa limpa, luz, telefone, internet e ter um pouquinho sobrando pra gastar com lazer. Isso, no meu caso, significa entrar em sites de emprego e ver quais conhecimentos são melhores pagos ou mais procurados (geralmente prefiro o último por me deixar mais independente).
Realizar-se com arte (se o que faço pode ser chamado assim) é foda. É difícil encontrar verdades.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
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