sábado, 13 de agosto de 2011

Master of the two worlds



Hoje boa parte dos meus medos maiores resumem-se ao temor de ficar mal acostumado com uma situação confortável. Parece que sair de casa do jeito que aconteceu acabou me marcando muito mais do que imaginei. Minha rejeição por toda a ajuda que me ofereciam durante esse período parece

Eu falo toda hora nisso, né? "Aquele tempo que saí de casa e tinha que juntar moedas pra fazer compras blá, blá, blá, zzzzzz...." Pois é. Hoje o medo define boa parte de minha postura com a vida e o mundo. Meus prazeres são mínimos, aqueles que considero indispensáveis para um homem.  Vejo nobreza no rústico e no simples, mas estupidez na rejeição do moderno e avançado. Se um dia eu precisar morar em uma favela, duvido que reclamaria, mas seria um inferno voltar a levar duas horas pra chegar no trabalho.

Um amigo judeu(não lembro se tem a ver com cultura dele ou apenas algo que ele soube) comentou certa vez comigo, sobre os hábitos de algumas famílias ricas, que ensinam seus filhos a desde muito cedo a dar valor ao dinheiro, até que próximo a idade adulta ele é "abandonado", jogado ao mundo, pra ver de perto como as coisas são e praticar o que aprendeu.


Enfim... Tenho medo de estudar pra cacete, ficar fodão, ganhar um monte de dinheiro, mas um dia a casa voltar a cair e estar psicologicamente despreparado. Preciso resolver essa porra.


Você já teve medo de ser, inimaginavelmente, muito mais do que é hoje? Pelo medo do tombo, negar-se a correr.




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