domingo, 4 de setembro de 2011

O amor que ele me ensinou é simples. Foi ele quem me mostrou, dando exemplo, que não precisamos estar juntos, grudados, sequer passar o dia trocando palavras pra sentir o amor um do outro.

Ver ele em uma CTI falando em perder as esperanças foi foda.

Alguma coisa em mim desde aquele dia mudou pra sempre. Ainda não sei se foi pra melhor, pior. Se saio crescido, mais forte, ou menos vivo.

Me olho no espelho e me sinto envelhecido. Parecia um cadáver de um mendigo. Descabelado, pálido, com olheiras, magro e barrigudo. Me fez lembrar de alguns conhecidos que antes dos 30 já pareciam senhores, geralmente forçados a responsabilidade por filhos, ou quererem casar cedo, ou ambos.

Não queria que acontecesse comigo. Não queria que comentassem por aí "esse aí mudou muito desde o ocorrido". Tem uma frase que sempre vem a minha casa: "Não tive adolescência. Então eu vivo minha adolescência agora." É como se tivesse perdido a graça.

1 comentários:

A Noiva Cadáver disse...

Tenho destas de perder a graça também, parece que muita coisa não atribuí um significado importante como para outras pessoas.

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