sábado, 17 de setembro de 2011

V for



Vingança é uma delícia. Me respeito menos por pensar assim, e um pouco mais que aos outros por admitir. O trabalho todo que dá, compensa.

Ao menos há poucos meses atrás, talvez mais de um ano, eu pensava assim. Envolver-se com muitas pessoas tem disso: você nem sempre esbarra com alguém que entende que promiscuidade não é sinônimo pra mal-caratismo ou falta de empatia, mas quase sempre sinceridade altruísta (não vou falar que estou apaixonado pra quem não estou). Ou seja: sentimentos de vingança, mesmo que em dose minúsculas, não foi incomum surgirem. Foram.

As oportunidades de dar um bico forte, sozinho, de cara pro gol, com goleiro caído, acabam surgindo de tempos em tempos. Hoje apareceu uma das boas. Mas preferi não atender. Lembrei de quando testemunhei um amigo dizer "pô, tu é mó piranha" e a sensação boa que deve ser dizer isso em algumas ocasiões.

Talvez seja amadurecimento, e eu esteja aprendendo a resolver meus problemas sem precisar chutar os outros. Ou só falta de pique: não quero tacar fogo no rabo do gato porque não quero correr.

Ela insistiu. Desliguei o telefone. Não estava com paciência, e ainda não aprendi a ser franco de maneira sutil.

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