segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Full circle?


Mais uns pingos em alguns is, e um ciclo de minha vida se encerra. Não sinto muita coisa pra ser dita. Supersticiosamente gostaria que todos os problemas reservados para minha existência tivessem sido já realizados nos últimos, deixa eu ver... 12 anos?

Esse foi o ano que começou sem planos, promessas, objetivos, porque não eram necessários.  Das surpresas desagradáveis, poucas sinto pesar. Ficam mais como últimas costuras para algo ficar pronto.


E o ciclo, arrisco ignorantemente afirmar, se encerra. Deste período quero poucas lembranças materiais. Roupas, móveis, tudo está sendo trocado aos poucos, de acordo com minhas limitações financeiras. Sinto ainda menos interesse por coisas. Com pequenas excessões, limito-me a possuir o que é prático. Vida simples.

Algumas vezes o sol é bem vindo, mas as multidões das praias nos fins de semana ainda me incomodam. Quem sabe um dia eu posso me mudar para um litoral pouco populoso.

Mas no momento o que eu quero é desfazer-me de coisas que não uso. Já me livrei de muita coisa,e me sinto aliviado em ver minha casa vazia. Deu vontade de viajar. É como se estivesse abrindo espaços para o novo, e correndo atrás de mais novo. Como se o período de testes, provações, treinamento, encerrou, e está na hora de botar em prática.

Mas... aonde? Prática de que? Viver? Não me vejo particularmente competente em nada, nem mesmo minha profissão, onde procuro manter me só um pouco acima da média e garantir minha empregabilidade sem comprometer minha saúde ou meu tempo. Mas a sensação é essa. Não preciso de mais nada. Prática, recursos, clausura. Já tenho tudo. Só preciso ir.

Porra, ir aonde?

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