terça-feira, 8 de novembro de 2011

Leave

10 anos é bastante coisa. Quando retomei o contato com você eu sabia onde me metia. Pra tudo que aconteceu de novo eu estava pronto. Eu disse que não me importaria se seria certo ou errado, apenas se seria proveitoso para mim ou não. E foi. Era mais uma aula de vida que precisava assistir.

O que não quer dizer que passei a aceitar você ou que as coisas serão como antes. Eu disse que muito mudou, mas você não pareceu ter dado muita atenção. Que seja, não é assunto meu. Mas eu tenho essa mania destrutiva de dar chances pra redenção alheia. "Minha compaixão será minha ruína".

Prefiro escrever essas coisas em um blog, passar-me por covarde (como se isso fosse pejorativo), do que dizer a você pessoalmente. Não quero minhas impressões na psiquê de alguém previsivelmente destrutiva ao ponto do corpo somatizar sua própria energia ruim. É irônico alguém tão mais nova do que ter a saúde perecendo tão antes. Minha opinião? Você mereceu.

E, meu deus, como alguém pode ser tão prevísivel... Tive demonios internos que não foram tão gratificantes quando enfrentar você, externo, de tão perto, a ponto de poder ouvir sua respiração, e sair intocável. Puta merda, como é bom.

Enfim, obrigado. Agora faz favor de sumir da porra da minha vida. Pode bater a porta. Eu te amo.

Ao som de The Gathering - Saturnine. Ela gosta. Ao menos gostava.

E voltemos a problemas de verdade: saúde e dinheiro.

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