Ontem fui a praia pelo segundo fim de semana seguido. Já tinha me esquecido de como o mar me faz bem. Notei que desacostumei a ver tantas mulheres de bikini. Me sentia um velho babão. Vi com muita clareza como é duvidosa essa vontade de querer tantas mulheres. Cheguei em um ponto que não saberia o nome de algumas se esbarrasse com elas na rua, outras sequer reconheceria. Ao sair do mar,
supondo que eu notasse muitos olhares, supondo que esses olhares viessem de mulheres lindíssimas, minha lamentação seria ter que escolher.
Alguns blogs eróticos talvez tenham ajudado nisso, como se pode ver no meu tumblr (para maiores de idade), que me fizeram sentir-me puritano. Sexo era algo que já estava se tornando burocrático pra mim. Esses blogs me ajudaram a lembrar de sexo sujo, pervertido, foda, trepada.
Independente de como seria a foda, o que tenho aprendido é que não quero fazer "investimentos emocionais". Não foi algo que funcionou bem pra mim sequer dentro de casa, imagina com quem vou conhecendo pela vida. Quero viver os momentos da melhor maneira possível, e não exigir nem dar satisfações a ninguém.
Ao mesmo tempo, estou aprendendo a dar mais importância a qualidade de pessoas que me rodeiam. Foi uma atitude que resisti muito em dar uma chance. Mas minhas experiências tem mostrado sentido. Para algumas pessoas, o copo está sempre meio vazio, e fazem questão de mostrar-lhe o tempo todo isso. Sem ingenuidades, rodear-me de pessoas boas tem feito toda a diferença.
Além disso tenho tentado me ver como um viciado em emoções fortes (Emociólatra? Emotolatra? Emólatra não vale), e assim como o alcólatra precisa evitar sair com quem bebe ou vai a lugares onde isso seja possível, tenho evitado quem possa causar emoções mais potentes de qualquer natureza, mesmo que positiva (é como aquele cara que fica ótima companhia, engraçado e divertido quando bebe). Eu confundia o equilíbrio com compensações de emoções. Se tenho emoções negativas extremas, deveria compensar com outras antagônicas. Se seria capaz de odiar agressivamente alguém, também seria de amar de joelhos. Não funcionou. O ideal tem sido baixar o tom.
Vejo alguém lindíssima no trabalho ou vizinhança, e se a proximidade for inevitável, escolho entre o distanciamento ou sublimação através de amizade fraterna. Viramos irmãozinhos. Se isso é consciente ou por bloqueio, ainda não sei dizer. Mas, novamente, paixões por alguém é como ficar bêbado. A sensação é ótima, e até sinto falta as vezes. Mas prefiro evitar.
Me disseram uma vez que apaixonar-se é querer as virtudes do outro. Quando noto-me apaixonado, tento meditar sobre isso e ver se não é melhor desenvolver tais virtudes em mim. Talvez seja por isso que eu tenha quedas inevitáveis por bailarinas. Não danço. Não sinto o ímpeto. Mas acho belíssimo. Viro um idiota com bailarina(s).
Outra lição que quero continuar trazendo comigo é como o dinheiro (e não precisa ser muito, só o suficiente pra pagar minhas poucas contas) me dá o direito de não dar satisfação a ninguém. Faze o que queres, dentro da lei.
Tudo, tudo isso eu comparo com o passado. O tempo todo. Mas não tenho mais força pra ficar falando nele. Já passou. Deixa lá atrás. Imagino que poderia ajudar, ser esclarecedor pra quem passa por dúvidas e é "diagnosticado" bipolar, mas não dá. Foi mal.
O ano foi bom. Se o ano seguinte for tão bom quanto, fora essa droga de bolha imobiliária, estou no lucro.
Acho que é isso.
1 comentários:
Pois é cara, mtas vezes ja pensei nisso. O qto de relembrar o passado faz vive-lo novamente. Isso sempre é bom para nao repetir os mesmos erros, porém essa repetiçao em dores e erros me frusta para o futuro como se fosse dificil viver diferente.
Encontrei uma pessoa incrivel que tem me ensinado justamente a ter a visao e o poder de ter pessoas boas ao nosso lado. E qto ao sexo "pervertido e sujo"... é dificil mudar um caminho ja traçado mtas e mtas vezes, é preciso mudar essas sinapses, e tenho tentado e vale a pena. Gde. Abrç. Neo.
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